quarta-feira, 3 de julho de 2013

, Vai e volta de amor



Ela mudou o status, a colcha de cama, o caderno, rasgou as folhas com nome dele, mudou de notebook, mudou de codinome, apagou qualquer vestígio que poderia trazer lembranças, dele ela não sabe, não sabe se morreu ou se simplesmente sumiu, mas ela se previne caso ele volte. NADA de coração aberto, excesso de toques masculinos, qualquer sinal é um aviso de perigo, ela conheceu o amor uma vez, não quer conhecer de novo, sabe que não pode conhecer de novo, e ainda sim tem medo de REconhecer o amor mais uma vez.
Só que... não havia dor quando ele estava aqui, cólica, vontade de chorar, depressão, TPM, quando volta ao passado não lembra de nada disso, não existia dor, simplesmente não existia, era como se fosse o paraíso, a única coisa que ficou foram os dias bonitos, e ainda assim, sabendo que não há dor com ele, ela se protege querendo tirar a armadura, tenta convencer a si mesma que não vale a pena REconhcer o amor de volta, porque ele se foi uma vez, e pode ir mais uma, e outra, e todas as vezes que vier será lindo e haverá dor, mas quando for, a dor será tão grande quanto a primeira, e vai chegar uma hora que nem dos dias bonitos ela irá lembrar.
Então é melhor que guarde os dias bonitos enquanto são frescos, enquanto não desaparecem em uma nuvem preta, enquanto eles ainda fazem com que um sorriso inesperado apareça, enquanto ainda a faz ficar de pé, repetindo que 'ao menos conheceu o amor', além do mais, pra que destruir a parte boa restante, se mal sabe se vai ter outra chance.


                                                                    -érica santos

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