quarta-feira, 3 de julho de 2013

, Vai e volta de amor



Ela mudou o status, a colcha de cama, o caderno, rasgou as folhas com nome dele, mudou de notebook, mudou de codinome, apagou qualquer vestígio que poderia trazer lembranças, dele ela não sabe, não sabe se morreu ou se simplesmente sumiu, mas ela se previne caso ele volte. NADA de coração aberto, excesso de toques masculinos, qualquer sinal é um aviso de perigo, ela conheceu o amor uma vez, não quer conhecer de novo, sabe que não pode conhecer de novo, e ainda sim tem medo de REconhecer o amor mais uma vez.
Só que... não havia dor quando ele estava aqui, cólica, vontade de chorar, depressão, TPM, quando volta ao passado não lembra de nada disso, não existia dor, simplesmente não existia, era como se fosse o paraíso, a única coisa que ficou foram os dias bonitos, e ainda assim, sabendo que não há dor com ele, ela se protege querendo tirar a armadura, tenta convencer a si mesma que não vale a pena REconhcer o amor de volta, porque ele se foi uma vez, e pode ir mais uma, e outra, e todas as vezes que vier será lindo e haverá dor, mas quando for, a dor será tão grande quanto a primeira, e vai chegar uma hora que nem dos dias bonitos ela irá lembrar.
Então é melhor que guarde os dias bonitos enquanto são frescos, enquanto não desaparecem em uma nuvem preta, enquanto eles ainda fazem com que um sorriso inesperado apareça, enquanto ainda a faz ficar de pé, repetindo que 'ao menos conheceu o amor', além do mais, pra que destruir a parte boa restante, se mal sabe se vai ter outra chance.


                                                                    -érica santos

quinta-feira, 27 de junho de 2013

, Sensação de felicidade.





E....
         nos dias frios, e até mesmo nos quentes, ela chorava, escondido, baixinho mais chorava, chorava até por dentro com a alma, mas ela sempre chorava e ninguém percebia e quem percebia não atrapalhava, quem quer mais problemas além dos que já tem ne? Tinha dias que ela aguentava, esquecia, mas tinha outros que ela não entendia, como se sentia tão fraca, como tudo parecia que estava caindo. Mente e corpo, tudo clamava por ele, pelo toque dele, todos percebiam que ela precisava dele, menos ele. Que tola ela é, viu todos os sinas, todas as mensagens de perigo, e mesmo assim ignorou que ia acabar se ferindo, ela sabia, no fundo sabia. Quando acordava e não era com um sms, quando ele não atendia o celular e até mesmo quando ele não aparecia como combinado. Volto a dizer, que tola, mas foi com ele que ela se sentiu feliz, ele fornecia a adrenalina que ela precisava, o drama adolescente, os sonhos de futuro, foi ele quem compartilhou isso com ela, o dia ruim, o dia bom, o sonho, o pesadelo, a falta de apetite, tudo, tudo mesmo, mas ela não sabia que felicidade dura pouco, e agora reza todos os dias para que aquela sensação volte, mas não volta, e tem dias que ela se sente extremamente necessitada daquela descarga de adrenalina, e todo mundo sabe que vicio é uma coisa de louco, é como chocolate para TPM.
Mas sendo forte como é, ainda pensa nos sonhos compartilhados, substituí a adrenalina por algo mais fraco, e vai vivendo, esperando o dia que aquela sensação vai voltar, sensação de felicidade sabe? Ela espera, ela tem paciência.
Afinal, a esperança é a ultima que morre, e aquela sensação não a deixava desistir.

                                                              -èrica santos